Azul completa 17 anos no Santos Dumont com 30,3 milhões de passageiros transportados

Embraer E2 no Santos-Dumont – Foto: Guilherme Ramos

 

A Azul comemorou 17 anos de operação no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro, com mais de 30,3 milhões de clientes transportados e 352,3 mil voos realizados desde 2009. Hoje, a companhia mantém mais de 1,5 mil voos mensais na base carioca.

A Azul completou 17 anos de operação no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro, e usa a data para destacar o peso da base carioca dentro da sua malha aérea. Desde o início das atividades no terminal, em março de 2009, a companhia já transportou mais de 30,3 milhões de clientes e realizou mais de 352,3 mil voos, entre partidas e chegadas.

Hoje, o Santos Dumont segue como um dos pontos mais estratégicos da operação da empresa. A base conta com mais de 1,5 mil voos mensais para quatro destinos: Congonhas, Confins, Guarulhos e Viracopos. Na prática, isso representa cerca de 50 voos por dia, entre pousos e decolagens, mantendo o aeroporto carioca como peça importante na ligação entre o Rio e outros centros de negócios do país.

A companhia destaca, sobretudo, a relevância da ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo, ainda central para a demanda corporativa. “O Aeroporto Santos Dumont é uma base estratégica para a Azul, especialmente pela relevância da ponte aérea Rio–São Paulo, que é rota aérea mais movimentada do país, atendendo principalmente a demanda voltada para o ambiente de negócios. Nossa operação conta com cerca de 50 voos diários, entre pousos e decolagens, o que representa mais de 1,5 mil operações por mês, refletindo nosso compromisso ao longo desses 17 anos”, afirmou Beatriz Barbi, gerente sênior de Planejamento de Malha da Azul.

Além do Santos Dumont, a empresa também mantém operação no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador. A base completou 15 anos em fevereiro deste ano e, segundo a companhia, já soma mais de 9,3 milhões de clientes transportados desde o início das atividades. No terminal internacional, a Azul oferece atualmente cerca de 520 voos por mês para cinco destinos nacionais.

A companhia também aproveitou o balanço para destacar o desempenho da alta temporada. O principal destaque foi Congonhas, em São Paulo, onde a empresa transportou cerca de 300 mil clientes em janeiro. O número representa alta de 46,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando 205 mil passageiros passaram pelo terminal. A taxa de ocupação superou 88%, a maior já registrada pela empresa para um mês de janeiro no aeroporto paulista.

Em Viracopos, principal hub da companhia, o movimento passou de 1 milhão de clientes no primeiro mês do ano. Já em Guarulhos, a empresa registrou volume de 192 mil passageiros em janeiro.

Segundo a Azul, esse desempenho em Congonhas reflete a estratégia de reforçar a malha para o verão. Pela primeira vez, 45% dos voos programados para o aeroporto, tradicionalmente ligados ao público corporativo, foram convertidos em operações sazonais de lazer, com foco sobretudo no Nordeste. Entre 13 de dezembro e 22 de fevereiro, a companhia ofertou cerca de 950 voos extras e 130 mil assentos adicionais de e para o terminal.

Ao completar 17 anos no Santos Dumont, a Azul reforça a importância do aeroporto na sua operação no Rio de Janeiro, especialmente num terminal que segue concentrando boa parte da ponte aérea e do fluxo executivo da cidade.

 

Fonte: Diário do Rio

Show de Shakira impulsiona buscas de voos para o Rio e Latam aponta alta de 104%

O show de Shakira no festival “Todo Mundo no Rio”, marcado para 2 de maio em Copacabana, fez as buscas por voos para o Rio de Janeiro dispararem, segundo a Latam

A expectativa pelo show de Shakira como atração principal do festival “Todo Mundo no Rio”, no dia 2 de maio, na orla de Copacabana, já está mexendo com o mercado de passagens. De acordo com a LATAM Airlines Brasil, as buscas por voos com ida no dia do evento e retorno no dia seguinte tiveram aumento de 104% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia também olhou outro recorte. Entre passageiros que procuram ida no dia anterior ao show e volta no dia 3 de maio, a alta foi de 65% na comparação anual, segundo os dados divulgados.

Para a Latam, o movimento reforça o peso do evento como motor de turismo. “A evolução das buscas mostra como o Todo Mundo no Rio já se consolidou como um grande motor de turismo para a cidade”, afirmou Mariana Karrer, head de Marketing da LATAM Brasil. “Vimos isso nos últimos dois anos e agora observamos novamente um movimento intenso para 2026”, completou.

Em nota, a empresa disse que a malha aérea atual dá conta de sustentar o fluxo esperado, citando cerca de 450 voos semanais, entre domésticos e internacionais, com operação distribuída entre Santos Dumont e Galeão.

A companhia ainda reforçou o discurso de que quer ser associada a grandes eventos de música. “Ao apoiar grandes festivais pelo Brasil, a LATAM reforça seu posicionamento como uma marca que conecta música, cultura e viagens”, diz a nota da empresa, ao listar participações recentes e futuras em festivais no país.

Foto de capa: Imagem gerada por Inteligencia Artificial

Fonte: Diário do Rio

Passaporte Rio Carnaval 2027 começa a ser vendido em 9 de março ao meio-dia, anuncia a Liesa

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) anunciou que a venda do Passaporte Rio Carnaval 2027 começa no dia 9 de março, ao meio-dia. O aviso foi publicado na noite deste domingo nas redes sociais oficiais da entidade.

O passaporte dá direito a entradas nas arquibancadas especiais para os três dias de desfiles do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí. Até agora, a organização não divulgou quais serão os valores promocionais.

Em 2027, os desfiles do Grupo Especial estão programados para 7, 8 e 9 de fevereiro, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, principal palco do carnaval na cidade.

O Passaporte Rio Carnaval funciona como um pacote para quem quer assistir às três noites sem precisar comprar ingresso por dia. A proposta é manter o espectador no mesmo setor durante todo o evento, com mais praticidade e menos chance de ficar na mão.

Além da comodidade, o formato costuma ser visto como uma forma de economizar, já que, em geral, sai mais barato do que adquirir as entradas separadamente. Por isso, virou uma das modalidades mais disputadas entre quem acompanha o carnaval de perto.

A venda será feita apenas pelos canais oficiais da Liesa, com operação da Ticketmaster. A orientação é acompanhar as plataformas digitais da entidade para atualizações sobre setores e preços.

 

Fonte: Diário do Rio

 

Novo Portal da Servidor entra em atividade com mais segurança e transparência

Ferramenta digital tem autenticação exclusiva pelo sistema GOV.BR e reúne informações funcionais e financeiras de servidores ativos, inativos e pensionistas

Divulgação

A Secretaria da Casa Civil lançou, nesta sexta-feira (27/2), o novo Portal do Servidor, plataforma que reúne informações funcionais e financeiras de servidores ativos, inativos e pensionistas. A ferramenta conta com o apoio do Proderj e da Secretaria de Transformação Digital.

O portal tem autenticação exclusiva pelo sistema GOV.BR, oferecendo mais segurança aos usuários no acesso aos dados. O Portal da Servidor está totalmente adequado às diretrizes de acessibilidade, com garantia de inclusão e praticidade aos navegadores.

O governador Cláudio Castro (PL) destacou que a atual edição do Portal do Servidor “amplia a transparência e permite que o servidor acompanhe diretamente seus dados funcionais, identifique possíveis inconsistências cadastrais e tenha mais clareza sobre informações como lotação e progressão de carreira”, comentou Castro, adiantando que “outras melhorias e funcionalidades serão incorporadas em breve”.

Entre as principais funcionalidades disponíveis no novo Portal do Servidor estão: acesso unificado e seguro por meio do GOV.BR; visualização simplificada de dados financeiros e consulta de frequência para servidores em atividade; acesso completo aos dados pessoais e funcionais, incluindo todos os vínculos; gerenciamento de dependentes; controle aprimorado da privacidade dos dados pessoais.

O secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, destacou que uma das vantagens da ferramenta digital é que ela “amplia a autonomia dos servidores”:

“A modernização amplia a autonomia dos servidores. Antes, muitas informações estavam restritas aos setores de Recursos Humanos e dependiam de requerimentos formais. Agora, os dados estão disponíveis diretamente no portal, integrados ao Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH/RJ)”, disse Miccione.

 

 

Fonte: Diário do Rio

Selo Folia Verde, voltado para a proteção ambiental, certifica blocos e megablocos do RJ

No domingo, o bloco Charanga Talismã foi agraciado com a certificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) durante o seu tradicional cortejo na Vila Kosmos

 

Lançado na última semana para prestigiar blocos e megablocos cariocas compromissados com práticas sustentáveis, o Selo Folia Verde no Carnaval 2026 já tem contemplados. No domingo (15), a Charanga Talismã foi agraciada com a certificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) durante o seu tradicional cortejo.

Unindo música, arte e performance, em um clima circense e vibrante, o bloco encantou centenas de foliões durante a sua passagem pela Avenida Meriti, em Vila Kosmos, na Zona Norte, com o tema “União Latino-Americana: me encanta”.

Após a sua passagem, que transformou o Aterro do Flamengo em um palco de diversidade, respeito e afirmação de direitos, o Divinas Tretas também recebeu o selo. Presente à entrega do Selo Verde, a secretária de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula:

“Neste ano, o Divinas Pretas recebe o Selo Folia Verde, que representa um compromisso com a educação ambiental, mas também com a continuidade de um Rio mais verde, com mais árvores, com todo mundo cuidando dele”, disse Tainá.

No sábado (14), quatro blocos foram contemplados com a certificação, sendo o primeiro deles o lendário Cordão da Bola Preta, que fez seu 107º desfile no Centro do Rio. O presidente do bloco, Pedro Ernesto Marinho, recebeu o Selo Verde das mãos de Tainá de Paula, que congratulou o Bola pela parceria com os catadores e catadoras do Carnaval:

“Eu quero reconhecer o papel que o Cordão da Bola Preta tem no fortalecimento dos catadores e catadoras do Carnaval. O Bola Preta ganha o Selo Folia Verde pelo segundo ano consecutivo pelas toneladas recolhidas de resíduos não só coletados, mas reciclados. O Bola Preta tem responsabilidade ambiental, social e cultural”, afirmou a titular da SMAC.

Também no Centro, mas na Praça Tiradentes, o contemplado foi o Bloco Exagerado. A agremiação leva às ruas a alegria, a irreverência e os clássicos eternos de Cazuza, cuja mãe, Lucinha Araújo, foi homenageada pelos seus 90 anos de vida, com o tema “Minha Flor, meu bebê”.

Na Quinta da Boa Vista e na Lapa, completando as premiações de sábado, os contemplados foram o blocos Terreirada e Beco do Rato.

Folia Verde

A campanha Folia Verde reforça o compromisso de transformar o Carnaval carioca em referência de sustentabilidade. Da atual edição participam cerca de 450 profissionais, entre catadores de materiais recicláveis e integrantes do programa Guardiãs das Matas, que reúne lideranças comunitárias femininas.

Com foco na redução da geração de resíduos e das emissões de gases de efeito estufa (GEE), as ações são realizadas nos blocos de rua e nos desfiles da Marquês de Sapucaí e da Estrada Intendente Magalhães.

Em 2025 foram coletadas 40 toneladas de resíduos, contra 12 toneladas no ano anterior.

Fonte: Diário do Rio

 

Fonte  de capa: Freepik

Fervo da Lud leva 1 milhão ao Centro do Rio com tema “Ritmos do Brasil”

A concentração foi no Circuito Preta Gil, na Rua Primeiro de Março, com desfile a partir de 8h30 e tema “Ritmos do Brasil

 

Imagem: Freepik

 

 

O Centro do Rio ficou tomado por gente logo cedo nesta terça-feira (17/02/2026) para acompanhar o Fervo da Lud, bloco puxado por Ludmilla. A estimativa é de cerca de 1 milhão de foliões nas ruas. As informações são da Tupi FM.

A concentração começou às 7h, no Circuito Preta Gil, na Rua Primeiro de Março. O desfile saiu pouco depois das 8h30, mantendo o roteiro que já virou marca do bloco na região central.

Neste ano, o tema é “Ritmos do Brasil”, uma mistura de funk, pop, samba e axé em releituras do repertório da artista. Antes de entrar no trio, Ludmilla resumiu o que o bloco representa para ela. “É uma data que espero assim de dedinhos cruzados o ano inteiro. E todo ano carnaval a gente segue um tema. E o tema desse ano é Ritmos do Brasil”, disse Ludmilla, em entrevista ao Bom Dia Rio.

A cantora também lembrou que o bloco já passeou por outros gêneros em edições anteriores e explicou o recorte de 2026. “A gente já representou o sertanejo, o funk, o reggae, o axé e hoje é o dia do samba. Nada melhor do que representar o samba no Rio de Janeiro”, afirmou Ludmilla.

No mesmo papo, ela conectou o tema a um clima de torcida do ano. “Eu acabei de lançar uma música recentemente chamada ‘Bota’ que tem toda estética do Brasil, porque esse ano é ano de Copa. Então, a gente tá aqui vibrando já pelo nosso país, mandando todas as energias positivas e hoje nesse bloco é pra eles também, nossos jogadores, nossa seleção”, acrescentou Ludmilla.

Em poucos anos, o Fervo da Lud virou um dos blocos mais disputados do carnaval carioca. Em 2025, o desfile já tinha reunido mais de 750 mil pessoas, e a Riotur trabalhava com a projeção de chegar a 1 milhão em 2026. Antes da folia, Ludmilla ainda puxou o público nas redes: “Vem que vem que eu tô te esperando”, escreveu Ludmilla.

 

Fonte: Diário do Rio

 

Segunda pesquisa indica boa ocupação hoteleira durante Carnaval

A segunda prévia das pesquisas feitas pelo HotéisRIO durante o período do Carnaval, divulgada nesta sexta-feira, dia 30, mostra que a média de ocupação hoteleira na cidade, de 14 a 17 de fevereiro, está em 83,70%.

Em comparação com a primeira prévia, divulgada no dia 15 de janeiro, houve um crescimento de 13,24% (estava em 73,91%). Entre as regiões mais procuradas durante a folia momesca o Centro continua em destaque, com 90,90%, seguido por Glória a Botafogo (88,40%), Ipanema/Leblon (87,50%), Leme/Copacabana (85,80%) e Barra/Recreio/São Conrado (78,40%).

Também foi divulgada a primeira prévia para o período do Desfile das Campeãs do Carnaval 2026 (de 20 a 21 de fevereiro), cuja média está 73,13%. Nesse caso, há uma inversão na ordem de preferência pelas regiões da cidade: Leme/Copacabana (87,82%) é a mais procurada até o momento, seguida por Ipanema/Leblon (85,29%), Barra/Recreio/São Conrado (68,96%), Centro (65,84%) e Glória a Botafogo (64,15%).

Para o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, as pesquisas mostram que a tendência do próximo Carnaval é de forte presença de turistas na cidade, inclusive estrangeiros. “Por toda cidade escutamos diversos idiomas diferentes, com predomínio do sotaque portenho, pois os argentinos são os principais visitantes internacionais, o que deve se prolongar até a folia momesca”.

 

Fonte: HotéisRio

Rio de Janeiro é o terceiro destino mais procurado do mundo em 2026

O Brasil voltou ao topo do turismo internacional. Segundo levantamento da empresa global de viagens eDreams ODIGEO, o Rio de Janeiro é a terceira cidade mais procurada por turistas no mundo em 2026, ficando atrás apenas de Bangkok, na Tailândia, e Paris, na França. O ranking considera reservas feitas até agora para viagens com embarque a partir de 1º de janeiro de 2026.

O resultado reforça o protagonismo da capital fluminense no cenário global e sinaliza um impacto direto na economia, especialmente às vésperas do Carnaval, período que tradicionalmente concentra grande parte do fluxo de visitantes estrangeiros.

De acordo com a eDreams ODIGEO, o estudo analisou os destinos mais buscados e reservados para viagens em 2026, com base em dados de consumidores do mundo inteiro. No caso do Rio de Janeiro, além das praias e dos cartões-postais conhecidos internacionalmente, o Carnaval aparece como um dos principais motores dessa alta.

O levantamento aponta que uma parcela significativa dos turistas pretende visitar a cidade durante a festa, o que fez a procura por viagens ao Rio crescer 7% neste período. Blocos de rua, desfiles das escolas de samba e eventos culturais ajudam a manter a cidade entre os destinos mais desejados do planeta.

Turismo deve movimentar R$ 18,6 bilhões em fevereiro

O bom desempenho do Rio acompanha um cenário positivo para o turismo nacional como um todo. Segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Carnaval de 2026 deve gerar R$ 18,6 bilhões em faturamento apenas no mês de fevereiro, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

Se confirmada, a projeção representará o melhor resultado para fevereiro desde 2011, início da série histórica baseada em dados do IBGE. Os principais beneficiados devem ser os setores de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento.

Setor vive momento favorável, avalia governo

Para o Ministério do Turismo, o desempenho reflete um conjunto de fatores econômicos positivos, como aumento da renda, geração de empregos e desaceleração da inflação, que estimulam o consumo e as viagens pelo país.

“Esses R$ 18,6 bilhões projetados mostram a força do Carnaval como indutor do turismo e do desenvolvimento econômico. É um período que movimenta milhões de brasileiros, gera emprego, renda e fortalece pequenos e médios negócios, além de valorizar nossa cultura e os destinos nacionais”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Além das grandes viagens, os deslocamentos regionais e de curta distância também têm papel relevante na economia local, beneficiando hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias turísticos e prestadores de serviços, especialmente em cidades litorâneas e grandes centros urbanos.

Créditos: Diário do Comércio

A Fragilidade do Check-in: Por que a hotelaria brasileira precisa de um Escudo de Dados contra o crime e o vandalismo

O setor de hospitalidade no Brasil vive uma contradição de segurança. Enquanto bancos, varejo e locadoras de veículos aprimoraram suas camadas de proteção por meio da inteligência de dados, os hotéis permanecem como um dos últimos redutos onde a confiança ainda é concedida de forma quase analógica.

O preço dessa vulnerabilidade é alto: um prejuízo potencialmente bilionário que vai desde o estelionato profissional até a destruição física de unidades habitacionais.

O cenário atual revela que a hotelaria se tornou o alvo preferido de duas frentes distintas, mas igualmente danosas.
De um lado, o crime estruturado, que utiliza identidades falsas e cartões clonados para usufruir de estadias de luxo, gerando o temido chargeback que sangra o fluxo de caixa das empresas.

Do outro, o “hóspede problema”: indivíduos movidos por distúrbios, vícios ou má-fé que, sob a proteção da privacidade do quarto, vandalizam o patrimônio e inutilizam inventários inteiros.

O Custo da Interdição e o Risco Operacional

Diferente de qualquer outro negócio, o prejuízo hoteleiro é multiplicado pelo fator tempo.

Um quarto vandalizado não representa apenas o custo do conserto de um móvel ou eletrônico; representa a interdição daquela unidade de venda.

Em períodos de alta temporada, um quarto fora de operação por quatro dias para reformas de emergência pode significar uma perda de receita superior à própria margem de lucro da semana.

Além disso, há o fator humano. Funcionários de recepção e governança lidam diariamente com o desconhecido, muitas vezes sendo os primeiros a enfrentar situações de agressividade e surtos que poderiam ser evitados se houvesse um alerta prévio sobre o perfil de risco associado ao histórico daquele indivíduo.

Inteligência de Dados: O Conceito do Score Comportamental

O mercado hoteleiro começa a convergir para uma solução que já é padrão em outros países: o compartilhamento ético de informações de histórico comportamental.

O conceito, embora lembre o funcionamento de birôs de crédito como SPC e Serasa, possui uma distinção fundamental: o foco não é a capacidade financeira, mas a segurança operacional e a integridade patrimonial.

Enquanto o SPC aponta quem não paga contas, o que a hotelaria exige é um banco de dados que aponte quem coloca em risco o ecossistema.

Nos Estados Unidos e na Europa, redes já utilizam sistemas integrados de Guest Screening (triagem prévia de hóspedes) para barrar o reingresso de indivíduos com histórico de incidentes graves.

No Brasil, a criação de um banco de dados unificado, baseado em CPFs, com registros de incidentes comportamentais relevantes surge como o escudo necessário para profissionalizar o setor.

Evidentemente, qualquer iniciativa dessa natureza pressupõe total aderência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com critérios claros de finalidade, proporcionalidade e segurança da informação.

A Transição da Correção para a Prevenção Tecnológica

A verdadeira evolução da segurança hoteleira não está no reforço de grades ou no aumento do efetivo de vigilantes, mas na transição do modelo corretivo para o preventivo.

Historicamente, o hotel reage ao dano depois que ele ocorre; a tecnologia de dados inverte essa lógica.

A segurança moderna na hospitalidade é acima de tudo tecnologia preditiva. Ao cruzar informações e identificar padrões de risco no momento da reserva, o gestor deixa de gerenciar prejuízos para gerenciar antecipadamente quem tem permissão para ocupar seus espaços.

É a substituição do “remediar” pelo “prever”.

A Nova Fronteira da Prevenção

A hospitalidade não pode mais se dar ao luxo de ser o elo mais fraco da cadeia de serviços. A prevenção, por meio do cruzamento de dados, não é um movimento de exclusão, mas de proteção à saúde do negócio e à segurança dos bons hóspedes.

O compartilhamento de informações sobre incidentes é a única forma de garantir que a hospitalidade continue sendo um ambiente de acolhimento para muitos, e não um campo de oportunidades para poucos criminosos e vândalos.

 

Fonte: HotéisRio

Foto de capa: Freepik

Alta procura: Centro do Rio tem diárias 40% mais baratas que a Zona Sul durante o Carnaval

Campeão de procura durante a folia, o bairro superou 90% de ocupação, índice acima da média da cidade

Imagem: Canva

Faltando duas semanas para o Carnaval, o Centro do Rio aparece à frente da Zona Sul na disputa por hóspedes e lidera a ocupação hoteleira da cidade. A combinação entre diárias significativamente mais baratas, localização estratégica e facilidade de deslocamento vem consolidando a região como a principal escolha de quem desembarca no Rio para a folia.

Dados divulgados pelo HotéisRio indicam que o Centro alcançou 90,9% de ocupação no período entre 13 e 21 de fevereiro. O índice é bem acima da média da cidade, que chegou a 83,7% na segunda prévia do levantamento. Durante o Carnaval, as diárias no bairro estão, em média, até 40% mais baratas do que as praticadas na Zona Sul. Mesmo hotéis de categorias quatro e cinco estrelas na Região Central registram valores mais competitivos quando comparados a Ipanema, Copacabana e Leblon, onde as diárias ultrapassam com folga a média do município.

A lógica da escolha passa pela praticidade. Estar perto dos blocos, reduzir gastos com hospedagem e circular com mais facilidade pesa na decisão de quem divide o tempo entre os desfiles na Marquês de Sapucaí e a folia de rua. Além da proximidade com o Sambódromo, a região concentra o maior número de blocos carnavalescos do Rio, com mais de 130 desfiles confirmados. Também é endereço dos megablocos da cidade, incluindo dez atrações previstas para o Circuito Prata Gil, na Rua Primeiro de Março. O Cordão da Bola Preta, o maior deles, tem público estimado em cerca de 700 mil pessoas.

Média por região

Na sequência do ranking de ocupação aparecem Glória e Botafogo, com 88,4%, seguidos por Ipanema e Leblon, com 87,5%, e Leme e Copacabana, com 85,8%. Na Zona Sul, as diárias médias seguem mais elevadas, girando em torno de R$ 618 em Ipanema, R$ 1.049 em Copacabana e acima de R$ 2.400 no Leblon, com picos que ultrapassam R$ 4 mil em hotéis de luxo.

As regiões mais afastadas da área central da folia, como Barra da Tijuca, Recreio e São Conrado, ainda concentram maior disponibilidade de leitos. Nessas áreas, a taxa de ocupação está em 78,4%.

 

Fonte: Diário do Rio