Encontro virtual debate retomada do setor de eventos no RJ

Divulgação

 

Na última quinta-feira (30), dia do profissional de eventos, o secretário estadual de Turismo do Rio de Janeiro, Otavio Leite, participou de uma reunião virtual com cerca de 70 representantes do setor. O objetivo foi discutir medidas para a retomada da categoria no Rio, em um futuro próximo, com foco em procedimentos de saúde adequados para movimentar a economia do Estado.

Entre as propostas, foi sugerida a indicação de alguns representantes para participar de uma equipe de trabalho, criada pela Setur-RJ. O grupo tem como objetivo alinhar ações para a retomada do turismo no Estado, e vai contar com representantes de diversas categorias, inclusive da Secretaria de Saúde.

Para o secretário, Otavio Leite, o setor de eventos é um dos muitos que estão sofrendo com as consequências do novo coronavírus. “Sei que são pessoas que estão lutando muito nesse momento, pois para a maioria das empresas existe uma perda total da receita. Há uma luz no fim do túnel e precisamos estar preparados. Estamos trabalhando incansavelmente para ajudar este setor a se reerguer”, disse.

Entre os temas debatidos durante a reunião está a criação de um protocolo de segurança para a retomada de pequenos e médios eventos. As normas serão baseadas em padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) com foco na segurança dos participantes. Além disso, foi discutido o desenvolvimento de um selo de qualidade para a limpeza desses eventos, chancelado por órgãos de saúde.

 

 

Fonte: Panrotas

Foto: Divulgação

Rio de Janeiro foca no turismo doméstico para a retomada pós-pandemia

Secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Otavio Leite | (Foto: Flávio Cabral)

 

O Rio de Janeiro já começou a debater a retomada do Turismo a partir de junho, com foco total no segundo semestre. O trade acredita que o turismo doméstico será o grande protagonista da retomada, a partir do afrouxamento das medidas de isolamento. O secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, Otávio Leite, destacou a importância da união e do diálogo entre os poderes público e privado para que este cenário da retomada possa ser desenhado com sucesso.

O debate ocorreu no Fórum Comercial, realizado nessa quarta-feira (15), pelo Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro – SindHotéis Rio. O fórum contou com a presença de Otávio Leite e do Secretário Municipal de Turismo do Rio de Janeiro, Paulo Jobim.

Tendo começado o ano com o aquecimento do setor no Rio de Janeiro, a hotelaria carioca convive na pandemia com um cenário de ocupação inferior a 5% e estima prejuízo superior a R$ 130 milhões somente no mês de abril. Atualmente, o parque hoteleiro carioca conta com pelo menos 60 hotéis fechados e a oferta de leitos caiu de 54 mil quartos para 20 mil.

“O próximo trimestre será definitivo para a retomada. É esperada uma resposta mais rápida do turismo de lazer, em função de uma demanda reprimida imposta pela quarentena, mas não podemos perder o foco no segmento de negócios e companhias aéreas”, destacou o presidente do fórum, José Domingo Bouzon.

Para o fomento ao turismo de negócios, secretarias estadual e municipal trabalham em um mapeamento dos eventos cancelados e adiados em cerca de 400 importantes cidades para atuar na candidatura do Rio de Janeiro para sediá-los. O trade turístico carioca também trabalha em um planejamento de ações promocionais, que incluem a realização do Salão Estadual de Turismo e roadshows nos principais destinos emissores.

O Hotéis Rio também estuda ações de incentivo ao turismo interno, a exemplo do bem-sucedido projeto Carioquinha. As secretarias estadual e municipal e Hotéis Rio também apostam fortemente no poder das campanhas de mídia, especialmente nas redes sociais, e atuam em colaboração em um grande projeto de remarcação de viagens, com o mote “Não cancele, remarque! O Rio te espera!”.

 

Fonte: Mercado&Eventos

Foto de capa: Alexandre Macieira

Hotéis no Rio poderão ter selo especial de segurança contra Covid-19

A hotelaria trabalha em parceria com o Estado e município para que a ideia seja colocada em prática já a partir do mês de maio (Rômulo Fialdini)

O Hotéis Rio e a ABIH-RJ iniciaram um alinhamento com a Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro e o Governo do Estado para a formatação de um protocolo de boas práticas para a hotelaria em função da Covid-19. A proposta dos representantes do segmento de acomodações é criar um selo especial de segurança, que será disponibilizado aos hotéis que cumprirem todas as diretrizes.

A hotelaria trabalha em parceria com o Estado e município para que a ideia seja colocada em prática já a partir do mês de maio, considerando a expectativa de retomada do segmento de turismo já para o início do segundo semestre.

“O objetivo da iniciativa é garantir ao hóspede que o hotel de sua escolha segue todas as medidas indicadas pelas boas práticas em combate à Covid-19, não somente no distanciamento de mesas, utilização de álcool gel, lavagem periódica das mãos e uso de máscaras pelo staff, mas, principalmente, por todos os protocolos de higienização recomendados, em especial das áreas de uso comum, entre outros espaços sociais”, diz o presidente da ABIH-RJ e Hotéis Rio, Alfredo Lopes.

 

Fonte: Mercado&Eventos

Otávio Leite confirma realização do Salão de Turismo do Rio de Janeiro em 2020

 

Em reunião do Fórum Comercial realizada nesta segunda-feira (27), com a participação dos diretores comerciais da hotelaria carioca e gerentes gerais, além de autoridades, o secretário do Turismo do RJ, Otávio Leite, confirmou a realização do Salão de Turismo para este ano e compartilhou a expectativa de retomada das feiras de turismo a partir de setembro. O secretário afirmou ainda realizará em maio uma campanha na internet com o objetivo de fomentar o turismo do interior do Estado.

Ele acredita que a retomada do turismo deva acontecer prioritariamente pelos empreendimentos hoteleiros do interior. Além disso, reforçou que o Nice (Núcleo de Inteligência de Captação de Eventos) tem buscado angariar cada vez mais eventos para o estado do Rio de Janeiro.

Já Paulo Jobim, secretário de Turismo do Município do Rio, afirmou que já estão sendo tomadas as medidas necessárias para iniciar o processo de desburocratização para o licenciamento de eventos e, com isso, captar mais eventos para a cidade; e que em paralelo, haverá uma campanha nas redes sociais de fomento ao turismo da cidade.

Ainda durante a reunião, Marcio Formiga, diretor de Planejamento e Marketing da Riotur, informou que está em andamento uma campanha para incentivar as reservas diretas pelo turista ao hotel e falou sobre a criação de um selo, junto à Vigilância Sanitária, com o objetivo de certificar o hotel que esteja seguindo os protocolos sanitários.

 

Fonte: Mercado&Eventos

Foto: Flávio Cabral

“Sem a sobrevivência do Turismo, não haverá retomada”, diz Marcelo Álvaro

Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo

 

O Governo Federal realiza diariamente, desde o começo da pandemia do Covid-19 no Brasil, uma entrevista coletiva em Brasília para atualizar as ações que estão sendo realizadas. Diversos ministérios estão sendo convocados para a coletiva diária, realizada no Palácio do Planalto. Nesta quarta-feira (22), um dos convocados novamente foi o Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que abordou créditos via Fungetur e utilização de hotéis para combatentes do Covid-19.

De acordo com o Ministro, sem a sobrevivência do setor, não existirá retomada. E isto está diretamente ligado ao crédito de R$ 5 bilhões para as empresas do setor sobreviverem, sobretudo para terem capital de giro. Para Marcelo, a MP já está com o Ministério da Economia e torna-se fundamental para a sobrevivência da cadeia turística nacional.

“Eu sei que empresários e empresas estão indo às agências e não conseguem o crédito, mas a MP que o contempla ja está no Ministério da Economia. Este modelo vai garantir ao Fungetur um crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para que o MTur consiga atender o MEI, micro, pequeno e médio empreendedor, além das grandes empresas. Então é fundamental a MP para que haja a preservação e sobrevivência de empresas do turismo. Em breve, o setor do turismo e a cultura vão estar contemplados com a medida de créditos para sobretudo capital de giro. Sem a sobrevivência do setor, não haverá retomada. Vamos fazer com que as empresas saiam as mais inteiras possíveis para termos uma retomada eficiente”, declarou.

Utilização de hotéis para combate ao Covid-19 na MP 907

Marcelo Álvaro quer incluir a utilização de hotéis por combatentes ao Covid-19 no substitutivo da MP 907, que deve ir à votação ainda esta semana. “Queremos incluir isso no substitutivo da MP 907 que está no Congresso Nacional e possívelmente será pautada nesta semana. O texto garante que os hotéis possam abrigar os profissionais de saúde que estão a frente da linha de combate ao coronavírus, melhorando a logística dos profissionais de saúde e preservando os familiares em relação a contaminação do Covid-19”, disse o ministro do Turismo, em coletiva no Palácio do Planalto.

 

Fonte: Mercado&Eventos

Foto: Repodução/site

Braztoa, MTur e mais entidades celebram o Dia do Agente de Viagens; vídeo

Entidades, destinos e players do Turismo se uniram em homenagem aos agentes de viagens e promoveram um vídeo especial com falas dos executivos que as representam. Nas mensagens, os sinceros agradecimentos e o reforço de uma parceria cada vez mais fortalecida em prol da retomada do setor. Braztoa, Abav, MTur, Aviesp, Abracorp, Clia Brasil, entre outras associações, participaram da campanha para celebrar o Dia do Agente de Viagens, nesta quarta-feira (22).

VÍDEO:

 

 

 

Fonte: Mercado&Eventos

Foto de capa: Freepik

Setur-RJ cria portal para retomada do turismo

Condetur conta com representantes de 13 cidades

 

Buscando planejar a retomada do turismo no estado, a Setur-RJ (Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro) desenvolveu um portal de divulgação dos principais atrativos turísticos do estado. O anúncio foi feito pelo secretário Otávio Leite em videoconferência com integrantes do Condetur (Conselho de Desenvolvimento do Turismo) da Costa do Sol, formado por representantes de 13 cidades.

Em ação semelhante, a Hotéis Rio já negocia com autoridades a retomada das atividades, com previsão para junho. Para a retomada das atividades, o Leite aposta no turismo regional, atingindo um raio 600 quilômetros dos destinos fluminenses e no turismo circular (moradores das cidades do Estado do Rio).

Isso porque acredita que carro será o meio de transporte mais utilizados para brasileiros que buscam um alívio após um longo período de confinamento: as pessoas estão doidas para botar o pé na areia das praias, subir a serra, aproveitar as cachoeiras e respirar ar puro. Este é o público alvo para retomada do turismo regional. O portal terá um belo banco de imagens do Estado do Rio e um serviço completo de todos os nossos destinos. Ele virá acompanhado de um amplo trabalho de marketing nas mídias digitais. No Salão de Turismo, vamos investir forte nos eventos gastronômicos do Estado do Rio, sem esquecer o segmento do motociclismo, que já pratica o turismo regional há bastante tempo.

Setur-RJ: retomada

Em nível nacional, o MTur (Ministério do Turismo) já organiza campanhas em apoio ao setor, a exemplo da Não cancele, remarque!. Para a região fluminense, durante a videoconferência, os representantes dos municípios também clamaram por apoio ao setor, destacando necessidades desde questões mais específicas – como hospedagem e eventos – a questões mais gerais – como estradas e segurança.

Armando Ehrenfreund, secretário de Turismo de Búzios, alertou ainda durante a reunião, sobre as grandes ameaças que sofrem o comércio e meios de hospedagem se o estado não oferecer linhas de crédito para os empresários: “ao contrário de outras cidades, 99% do PIB de Búzios vem do turismo. O setor não suporta três meses de portas fechadas. Se não houver socorro, haverá uma falência geral.

Quanta à essa questão, Leite diz estar negociando com a AGE Rio linhas de crédito especiais, com carência de um ano, para o setor de turismo: a Costa do Sol está na pole position, na vanguarda desta retomada devido aos seus atrativos e à união do setor.

Fonte: HotelierNews

(*) Crédito da foto: Heibe/Pixabay

Hotéis Rio alinha com autoridades retomada em junho

Setor prevê perda de R$ 130 mi em abril

 

Na última quarta-feira (15), o Hotéis Rio realizou uma reunião online com autoridades do setor turístico carioca. A transmissão do Fórum Comercial contou com a participação de Otávio Leite, secretário de Estado de Turismo e de Paulo Jobim, secretário Municipal de Turismo. Durante o encontro virtual, o setor discutiu a retomada das atividades a partir de junho com foco no segundo semestre.

Apesar dos bons resultados nos primeiros meses do ano, a pandemia já causou muitos estragos no mercado carioca. Até o momento, pelo menos 60 hotéis suspenderam suas operações e a oferta de leitos caiu de 54 mil para 20 mil. O cenário é de ocupação inferior a 5% e previsão de perdas de R$ 130 milhões em abril.

Para esta retomada, a aposta do trade é no turismo doméstico, que deve ganhar força a partir do afrouxamento das medidas de isolamento. “O próximo trimestre será definitivo para a retomada. É esperada uma resposta mais rápida do turismo de lazer, em função de uma demanda reprimida imposta pela quarentena, mas não podemos perder o foco no segmento de negócios e companhias aéreas”, defende o presidente do Fórum, José Domingo Bouzon.

Leite destacou a importância da união e do diálogo entre os poderes público e privado para que este cenário da retomada possa ser desenhado com sucesso. E o secretário Paulo Jobim compartilhou o foco na agenda de captação de eventos.

Hotéis Rio: cenário atual
Para movimentar o setor e reduzir os danos, há um trabalho tanto no âmbito público, quanto privado. As secretarias estadual e municipal mapeiam os eventos cancelados e adiados em cerca de 400 importantes cidades para atuar na candidatura do Rio de Janeiro para sediá-los. Além disso, o trade turístico carioca também trabalha em um planejamento de ações promocionais, que incluem a realização do Salão Estadual de Turismo e roadshows nos principais destinos emissores.

Assim como idealizado pelo MTur (Ministério do Turismo), o Hotéis Rio também colabora com campanhas que incentivam os hóspedes a remarcar ao invés de cancelar os agendamentos. A organização também analisa ações de incentivo ao turismo interno, a exemplo do bem-sucedido projeto Carioquinha.

 

Fonte: HotelierNews

(*) Crédito da foto: Daniel Serrani/Pixabay

Hotéis Rio prevê perda superior a R$ 130 milhões na hotelaria em abril

Cerca de 60 hotéis paralisaram suas operações na capital fluminense

 

Na luta entre paralisar ou não as operações, os hotéis no Rio de Janeiro dividem-se na escolha entre fechar as portas ou não. Em escala nacional, só em março a perda do setor turístico chegou à R$ 11,96 bilhões. Para a região, o Hotéis Rio estima perda de R$ 130 milhões no setor hoteleiro.

Enquanto alguns resistem ao fechamento, empreendimentos localizados no coração das praias cariocas, como o Laghetto Stilo Barra Rio e LSH Lifestyle Hotel, deixam de operar, retratando o atual cenário da crise. Com menos de 5% em ocupação nos quartos, ao todo já são 60 hotéis que optaram por paralisar operações durante o período. E as consequências já caem diretamente sobre o trabalhador, uma vez que cerca de cinco mil empregos estão ameaçados, com estimativa de 20% de demissão dos funcionários.

Hotéis Rio: ações
A instituição auxilia os departamentos hoteleiros, atuantando em diversas esferas comerciais, contábeis, civil, trabalhista, governamentais e políticas. Alfredo Lopes, presidente do Hotéis Rio, entende que o momento é de trabalho em conjunto: “O sindicato está e sempre se fará presente para ajudar, orientar e defender a indústria hoteleira e os hotéis associados. Juntos, descobrimos que somos muito mais fortes e, hoje, há a oportunidade de colhermos os frutos desta união, que sempre foi cultivada ao longo de anos e cada vez mais se mostra firme e consolidada”.

Quanto ao retorno das operações, até o momento, a estimativa é que em junho, 47% da hotelaria já inicie o processo de reabertura, segundo a FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil). Durante o pico de crise, diversas empresas se mobilizam para reduzir os impactos no setor, oferecendo cursos e consultorias gratuitas aos empresários. Enquanto o governo busca ações para também reduzir os danos, a exemplo da MP aprovada recentemente, que permite que reservas de hotéis não sejam reembolsadas.

 

Fonte: HotelierNews

(*) Crédito da foto: LhcCoutinho/Pixabay

Turismo perdeu R$ 11,96 bi em março com crise do coronavírus, diz CNC

Prejuízos podem levar à redução de 295 mil empregos formais em três meses

 

Após apresentar uma cartilha para redução de danos causados pela crise, a CNC (Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo) anunciou prejuízos no setor turístico. Apenas em março, o segmento perdeu R$ 11,96 bilhões em volume de receitas na segunda quinzena do mês, sendo um dos mais afetados pelo coronavírus. Os números representam declínio de 84% no faturamento frente ao mesmo período em 2019.

Somado ao prejuízo de R$ 2,2 bilhões na primeira metade de março, divulgado pela CNC no mês passado, o setor já perdeu mais de R$ 14 bilhões desde o início da crise. Os prejuízos já sofridos pelo setor têm potencial de reduzir 295 mil empregos formais em apenas três meses.

Ao longo de março, a intensificação de medidas visando a redução do ritmo de expansão da covid-19, como o isolamento social e o fechamento das fronteiras a estrangeiros em diversos países, reduziu drasticamente o fluxo de passageiros em todo o mundo.

CNC: malha aérea

Com isso, o Brasil registrou uma taxa de cancelamento de voos inédita: considerando os 16 maiores aeroportos do país, responsáveis por mais de 80% do fluxo de passageiros, as taxas de cancelamento de voos nacionais e internacionais saltaram de uma média diária de 4% nos primeiros dias de março para 88% até o final daquele mês. Já o número de voos confirmados diariamente recuou 91% – em relação à última semana de fevereiro.

Os quatro aeroportos que atendem diretamente às regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo – principais focos doença no Brasil – registraram taxas de cancelamento superiores a 80% no fim de março. Os aeroportos de Goiânia e Salvador, por sua vez, chegaram a zerar o tráfego aéreo em determinados dias do mês passado.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o setor de turismo é diretamente afetado pelas ações necessárias para prevenção ao coronavírus, como a impossibilidade de viagens, reservas e visitações. “Essa perda histórica acontece devido à elevada correlação positiva entre o fluxo de passageiros e a geração de receitas no turismo. As atividades econômicas que compõem os setores representados pela CNC dependem da circulação de mercadorias e consumidores e, por isso, são os que apresentam maior potencial de impacto negativo”, afirma.

O economista da CNC responsável pelo levantamento, Fabio Bentes, chama atenção para o impacto que a paralisação das atividades econômicas provocará no ainda elevado nível de desemprego. “Historicamente, para cada queda de 10% no volume de receitas do turismo o nível de emprego no setor é impactado em 2%, ou seja, os prejuízos já sofridos pelo setor no mês passado têm potencial para reduzir o nível de ocupação em 295 mil postos formais em até três meses”, destaca Bentes, ressaltando que o setor de turismo vinha liderando o processo de recuperação econômica, antes da crise, e tinha tudo para voltar ao nível pré-recessão até o fim deste ano. “Este cenário, agora, está descartado.”

Alexandre Sampaio, diretor da CNC responsável pelo Cetur (Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade) da entidade, ressalta a importância de já se pensar no futuro. “Estamos mirando a recuperação e trabalhando em parceria com o Ministério do Turismo na elaboração de ações que visem orientar o setor com as melhores maneiras de agir quando tudo isso passar”, diz Sampaio.

Sem previsão de crescimento

A PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) de fevereiro de 2020, divulgada nesta quarta-feira (08/04) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), registrou o encolhimento de 1% no setor de serviços, em comparação com janeiro – a maior queda mensal para o mês desde 2016 (-1,1%), já descontados os efeitos sazonais. No caso específico das atividades turísticas, houve retração pelo segundo mês seguido (-0,3%). Entretanto, na comparação com o mesmo mês de 2019, o turismo registrou a maior taxa de crescimento anual (+6,7%) para meses de fevereiro dos últimos seis anos. Os dados desta PMS, entretanto, ainda não evidenciam a forte perda de atividade econômica verificada pelo setor a partir da intensificação da pandemia. Diante desse cenário, assim como tem feito com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), a CNC não apresentará projeções com base na PMS, como faz normalmente.

Fonte: HotelierNews

(*) Crédito da foto: geralt/Pixabay